Na sexta-feira, dia 21 de maio deste 2011, aconteceu na Assembléia Legislativa importante debate sobre o problema da drogadição, especialmente ó crack. Tal foi a dimensão do evento, que o Ministro da Saúde Alexandre Padilha esteve discutindo e nos informando sobre as ações do Governo Federal, bem como o Secretário Estadual de Saúde Ciro Simini.
Como presidente da Comissão de Saúde, co-promotora do evento, falei com base em dados levantados na Comissão, e também minhas deduções de educadora e pesquisadora.
Identifico que há de fato muitas iniciativas, pessoas e grupos desenvolvendo ações, assim como a institucionalidade. O problema é a grande fragilidade no que diz respeito à informações sistematizadas, fragilidade de articulação de programas e instituições e a inexistência de um protocolo de atenção integral desde a atenção até a repressão.
Há um grande número de programas que são criativos, exitosos, mas que não se articulam uns com os outros. Esta articulação é fundamental para integração e formação de uma rede. Estas ações poderiam obter mais resultados se integradas, pois em rede, sem dúvida o sucesso, a prevenção, a recuperação e a repressão são mais eficazes.
Entendo que não basta atacar o crack. Ele é uma ponta da decadência da vida.
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